Momento singular da minha vida - Centro Universitário do Rio Grande do Norte - UNI-RN
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Momento singular da minha vida

Em sete de novembro de 2017, assumi a Cadeira 03 da Academia Norte-Rio- Grandense de Letras, um momento singular da minha vida. Instantes de muitas emoções, as quais foram mais intensas do que eu pude supor. Ao lado de uma comissão formada por ilustres acadêmicos, adentrei o salão nobre da Academia, ao som da Sinfonia 40, de Mozart, uma das mais lindas peças musicais criadas pelo gênio de Salzburgo. Em seguida, o Coral do UNI-RN, sob a regência da musicista Tércia Maria Souza, com a participação do grande flautista Carlinho Zens, interpretou três números:

Ave Maria de Gounod, Além do Arco-íris e Vozes das Secas. A regente Tércia Maria achou pouco tanta emoção que suscitou com a bela apresentação, e ainda teceu rápidas palavras acerca do meu apreço às artes, e se reportou à decisão de construir, no campus da UFRN, quando exerci o cargo de Reitor, o melhor prédio de Escola de Música do Brasil. Relembrou, também, que o coral que ali estava fora criado por mim, em 2002, na condição de Reitor da FARN/UNI-RN. Repito aqui a gratidão que externei, naquela ocasião, a quantos lá estavam, seja por meio da presença física ou na esfera do coração. Conforme me disseram, poucas vezes aquele salão nobre recebeu um número tão grande de pessoas, felizes com o evento. Reitero o quanto sou grato aos ilustres Acadêmicos, que me deram a honra de ser um dos seus pares, e que se regozijaram por essa sessão solene de posse.

O presidente da ANRL, Diogenes da Cunha Lima, declarou, logo no começo da solene sessão, sua emoção em receber um seu irmão naquela Casa criada por Câmara Cascudo, relembrou dos nossos genitores, – seu Diógenes e dona Nicinha –, e evocou as imagens, os sorrisos e as bênçãos dos dois para seus dois meninos dos tempos de Nova Cruz. Aliás, devo lembrar que, hoje, são três nova-cruzenses a integrar a Academia Norte-Rio- Grandense de Letras, pois, além dos irmãos citados, consta o nome do jornalista Cassiano Arruda Câmara, que muito honra a ANRL.

Vou mais além, ao me referir às três cidades irmãs do Agreste Potiguar: Campestre, Santo Antônio e Nova Cruz, as quais, no conjunto, ampliam esse número para cinco Acadêmicos. De São José de Campestre, o nome que compõe esse grupo é o do pesquisador, professor e escritor Itamar de Souza, e de Santo Antônio do Salto da Onça, destaca-se a figura do professor, jurista e escritor José Augusto Delgado. Vale a pena ressaltar que os pais dos cinco acadêmicos, provindos dessas três cidades vizinhas, eram da mesma geração, viviam da labuta no comércio, e eram bons amigos entre si, alguns até compadres e comadres, por força do batismo de alguns dos seus filhos.

Recebi a saudação por meio do discurso do Acadêmico Armando Negreiros, colega médico e dileto amigo, um dos melhores escritores do Estado, nos dias atuais. Quanto às suas palavras, a meu respeito, reitero que elas hipertrofiaram algum mérito que eu possa, por acaso, possuir. Ele comparou a minha chegada à Academia a uma gravidez serotina, quando a criança nasce além do prazo normal, ou seja, meu ingresso naquela Casa deveria ter ocorrido antes.

Na Cadeira 03, sucedi ao Imortal José de Anchieta Ferreira da Silva (1928-2016), que foi o sucessor do Imortal Otto de Brito Guerra (1912-1996). Por ser o 1º ocupante, Otto Guerra é o fundador da Cadeira 03, cujo patrono é o Conselheiro Brito Guerra.

Daladier Pessoa Cunha Lima
Reitor do UNI-RN

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