Biblioteca Oliveira Lima - Centro Universitário do Rio Grande do Norte - UNI-RN
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Biblioteca Oliveira Lima

Manoel de Oliveira Lima nasceu em Recife, em 25 de dezembro de 1867 e morreu em Washington – USA, em 24 de março de 1928. Além de historiador e escritor, exerceu as funções de diplomata, jornalista e professor. Membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, representou o Brasil em diversos países, sempre voltado para difundir a história e a literatura do seu país. Foi professor-visitante da Universidade Harvard. Devoto dos livros, montou um dos melhores acervos particulares do país, a famosa Biblioteca Oliveira Lima, com 58.000 livros, a qual ele doou à Universidade Católica da América, em Washington, D.C. Além dos livros, encontram-se no acervo cerca de 600 quadros – a maior parte de artistas brasileiros –, cartas, itens pessoais e obras raras vinculadas à inserção do Brasil no contexto histórico e cultural do mundo. Grande amigo do escritor Gilberto Freyre (1900-1987), este o chamava de Dom Quixote gordo, pelo seu “pendor por causas improváveis”, pelo seu corpanzil e sua grande barriga. No acervo consta um livro de 1910, escrito pelo belga Victor Orban, cujo prefácio é de Oliveira Lima, que foca na importância de traduzir obras nacionais para outras línguas. É provável que esse livro seja a antologia na qual se encontram poemas da lavra do poeta norte-rio-grandense Henrique Castriciano de Souza.

Oliveira Lima começou a atuar como jornalista aos 14 anos de idade, em Lisboa, no jornal Correio do Brasil, por ele mesmo criado. Formou-se em Letras no Curso Superior de Letras de Lisboa. Na condição de diplomata, trabalhou em Portugal, Bélgica, Alemanha, Japão, Venezuela, Inglaterra e Estados Unidos. Assumiu algumas posições polêmicas, ao ponto de ser visto como germanófilo, apenas porque se dedicou ao estudo da filosofia alemã, ao escrever páginas de crítica literária. Também fez alguns inimigos, quando não concordou com a anexação do Acre, sob a chancela do Barão do Rio Branco. Uma das suas principais obras escritas é a biografia do rei D. João VI. Em 1920, Oliveira Lima foi morar em Washington, depois de doar sua biblioteca à Universidade Católica da América. Para fazer a doação, exigiu que ele próprio fosse o organizador do acervo, função que exerceu até falecer, substituído por sua esposa Flora O. Lima (1863-1940). Em 1924, assumiu a Cátedra de Direito Internacional dessa mesma universidade. 

Em 31 de janeiro de 2018, foi reaberta a Biblioteca Oliveira Lima, que passara dois anos fechada, em um novo espaço da Catholic University of América, em Washington. Este fato merece nossa atenção, pois se trata, talvez, do mais completo conjunto cultural sobre o Brasil moderno, com ênfase na fase de transição da Monarquia para a República, ou seja, a mais rica identidade nacional, traduzida por meio de obras literárias e peças de arte, existente fora do país. 

O ministro Manoel de Oliveira Lima esteve em Natal, em 1919. Ele veio paraninfar a primeira turma concluinte da Escola Doméstica de Natal. Em uma foto presente no livro Noilde Ramalho – Uma História de Amor à Educação, de minha autoria, veem-se as alunas concluintes, algumas professoras, a Diretora Leora James, norte-americana – diretora da ED de 1917 a 1922 –, Manoel Dantas, Meira e Sá, Henrique Castriciano e o Ministro Oliveira Lima. Creio que Oliveira Lima veio a Natal, naquele ano, por convite e pelo prestígio de Henrique Castriciano. 

Daladier Pessoa Cunha Lima
Reitor do UNI-RN

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