Educação 3.0 - Centro Universitário do Rio Grande do Norte - UNI-RN
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Educação 3.0
30.10.2014

Em seu livro Educação 3.0 – Editora Saraiva, 2014 –, o professor Rui Fava mostra a ênfase dos processos educacionais modernos, voltados para a construção coletiva do conhecimento, mais do que a simples transmissão de saberes, própria do passado. Para os nativos digitais, ou seja, os que nasceram a partir de 1983, também chamados de gerações Y e Z, há de se usar uma linguagem nova, condizente com uma conexão constante, a ponto de torná-los interessados e motivados. Este assunto importa não somente às escolas, mas também ao contexto da vida familiar. Meus filhos nasceram alguns anos antes de 1983, mas meus netos são todos integrantes dos grupos etários Y ou Z, fato que permite ver as diferenças de visões perante as lides diárias, embora haja, em alguns casos, a migração dos primeiros para os ditames da era digital.

As redes e a rapidez das relações digitais, a facilidade da comunicação e os meios virtuais vigentes, passaram a exigir um novo método de ensino. Sem perderem a conduta humanística, as escolas devem se adequar ao mundo dominado pela internet, onde quase nada se faz sem computadores, tablets e smartphones. Os jovens dessa era digital não precisam usar relógios, porque estão online 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ao contrário do que muitos pensam, são criativos e inventivos, embora de uma maneira peculiar conforme a realidade de suas imersões. Estão sempre às voltas com as novas tecnologias, pois não sabem viver sem elas. Os quartos de dormir também servem de proteção ao seu acervo tecnológico. O autor do livro Educação 3.0 ilustra esse detalhe: "Quando eu era criança e minha mãe queria me colocar de castigo, me mandava para o quarto, pois não havia o que fazer. Hoje, se quisermos punir um jovem Y ou Z, basta mandá-lo sair do quarto".

As famílias e as escolas vivem um dilema no tocante à dosagem do tempo de uso dos espaços virtuais, para a melhor formação das crianças e dos jovens. Tenho ouvido os pais falarem sobre este assunto, referente aos meus netos. Tanto em casa quanto na escola, a tecnologia digital é inseparável das gerações Y e Z, devendo se transformar em forte aliado para um processo educacional seguro. O Professor Rui Fava resume muito bem esse dilema: "O medo é a maior ameaça que, como educadores, enfrentamos para escolher qual o caminho a seguir quando se trata de entender o potencial da tecnologia digital. Temos razões legítimas para nos preocupar com o ambiente digital em que os jovens estão passando grande parte do seu tempo. Também nos preocupamos com o perigo de ficarmos em descompasso com nossos estudantes nativos digitais, uma vez que a maneira que ensinávamos no passado esteja se tornando arcaica".

Há uma passagem no livro Educação 3.0 que merece relembrar. É quando o autor ressalta o "benchmarking", ou seja, a busca e a análise das melhores práticas para comparar, no caso, com a Educação 3.0. A escolha recaiu sobre uma escola datada do ano 343 a.C., localizada nas colinas de Mieza, na Macedônia, tendo Aristóteles como seu principal professor, e Alexandre, o Grande, e seus generais, na condição de principais alunos. Nessa escola, com egressos de estrondoso sucesso, os conteúdos se transformavam em competências e habilidades, para a solução de problemas complexos. Com toda a nova tecnologia de hoje, a boa escola atual deve seguir os preceitos válidos desde Aristóteles, quais sejam os do diálogo, do respeito, da cooperação, do ensino compartilhado entre mestres e discípulos. "Mieza não foi apenas instituição de formação, mas também de fraternidade".

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