Universidade e Civilização - Centro Universitário do Rio Grande do Norte - UNI-RN
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Universidade e Civilização

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte – UNI-RN firmou recente convênio com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Dentro dos termos desse convênio, as duas instituições realizaram, em 19 de abril de 2016, o I ENCONTRO LUSO-BRASILEIRO “Direito, Cultura e Memória”: Homenagem ao Professor Câmara Cascudo, tendo à frente o Professor Fábio Fidelis, pelo UNI-RN, e o Professor Eduardo Vera-Cruz Pinto, pelo Instituto de Direito Brasileiro (IDB), da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).

Como uma das marcas culturais desse evento, fizemos a opção por reeditar a plaquete Universidade e Civilização, do professor, historiador, etnógrafo e escritor Luís da Câmara Cascudo, mantendo a ortografia original do texto, em atenção à sua historicidade. Trata-se de obra com pequeno número de páginas, mas grandiosa em conteúdo, um ensaio no qual o autor aborda os conceitos de cultura e de civilização, e fala da importância das universidades no processo civilizatório. O texto tem um componente histórico, porquanto se constitui na aula inaugural da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. A primeira edição dessa plaquete é de 1959, e a segunda ocorreu em 1988, dentro das celebrações dos 30 anos da UFRN, época em que eu exercia o cargo de Reitor daquela Universidade. Para a 3ª edição da plaquete, com distribuição gratuita, tivemos a devida autorização do Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo, o qual se fez presente no evento acima citado, na pessoa da Dra. Camila Cascudo Barreto Maurício.

É de se ressaltar o afeto de Câmara Cascudo pela nação lusitana, bem assim por terras da África, fontes vivas e origens das suas principais inquietudes intelectuais, a fim de bem estudar e interpretar o homem brasileiro, sob o enfoque da etnologia, da sociologia e da antropologia cultural. Ao falar sobre a importância dos estudos luso-brasileiros do folclore, o famoso escritor vislumbrou a imagem de um rio, para declarar: “Nós somos a foz, Portugal é a nascente”.

Em Universidade e Civilização, Câmara Cascudo lembra que nós, brasileiros, desde os primórdios, já fomos chamados por uma profissão, pois tal nome, na época do descobrimento, era dado ao homem que trabalhava o pau-brasil, ao cortar, arrumar e transportar a ibirapitanga: “Iam as naus, gementes nos alísios, o velame bojudo, carregadas de pau-brasil, esforço dos brasileiros”. Ao final do texto, o autor defende que uma universidade se perpetua pela sua influência, e se prolonga pela sua presença na alma daqueles que a deixaram, ao término dos seus cursos. E se reporta ao egresso: “Nele, a Universidade existe como uma grandeza normativa, linha de direção, azimute de marcha, marcando as derivas, o que deve ser evitado ou seguido”. Refere-se então, ao papel das nossas universidades em valorizar o Brasil, para que “possamos ser dignos colaboradores no esforço cultural do mundo”. Situa a missão universitária no âmbito local, regional, nacional e global para “preparar os valorizadores da Civilização Brasileira, ampliadores das Culturas, em serviço da Humanidade”. O Mestre diz que as universidades devem formar pessoas para se sentirem parte do mundo, não entre os homens, mas com os homens. E afirma que se busque o solidarismo social, não como determinismo político, mas como “um dogma divino de fraternidade”.

Daladier Pessoa Cunha Lima
Reitor do UNI-RN

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