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Ranking universitário
17.10.2012

No geral, a boa doutrina educativa proíbe comparar pessoas, em especial as crianças, porque essa prática pode terminar em péssimo desfecho. No entanto, quando se trata de avaliar o desempenho, por exemplo, de países, empresas ou instituições, aí a comparação entre pares torna-se fator essencial para se chegar a uma conclusão racional, por meio da ordem de classificação dos avaliados. Surgem, então, os famosos rankings, os quais mostram como andam as performances dos envolvidos no processo. Quando saem as listagens, há os que exultam, alguns aceitam e outros detestam. Dois rankings recentes me chamaram a atenção: um, exposto pelo Fórum Econômico Mundial, o qual se refere à competitividade global; o outro, iniciativa do jornal Folha de S. Paulo, sobre as universidades brasileiras. Quanto ao primeiro, não é bom ver o nosso Brasil ainda no 48º lugar em competitividade global, entre os 144 países participantes. Mais chocante é ver o país na 88ª posição, no tocante à saúde e à educação básica. O Brasil é o 66º na educação superior, a qual dispõe agora de um retrato – parcial e não perfeito, lógico – da situação atual, através do Ranking Universitário Folha (RUF).

É louvável a decisão da Folha de fazer o primeiro ranking das universidades brasileiras, mostrando à sociedade, com mais clareza, o desempenho das maiores instituições acadêmicas do país. É fácil de ver o quão difícil é uma tarefa dessas, principalmente pela diversidade de instituições de ensino superior (IES) que compõem o sistema. Em um total de 2600 IES existentes no Brasil, apenas 232 integram o RUF, com ênfase para as 191 universidades. Os rankings acadêmicos estão entrando na moda, e é bom que isso ocorra. No âmbito internacional, já existem vários, sendo de maior relevo o THE, realizado pela revista Times Higher Education, de Londres. Em 2011, pela primeira vez, apareceu uma universidade do Brasil, a USP, no 178º lugar, entre as 200 melhores instituições do mundo listadas pelo THE. Apesar de imperfeitos, é melhor que esses rankings existam assim mesmo, pois ajudam o discente na escolha de onde estudar, e servem às IES na correção de rumos e de métodos.

O Ranking Universitário Folha focou o processo avaliativo em quatro aspectos: produção científica (55 pontos), inovação (5 pontos), reputação no mercado (20 pontos) e qualidade do ensino (20 pontos). O primeiro indicador, o de maior peso, refere-se à quantidade e à qualidade da pesquisa em artigos presentes em revistas indexadas. Sabe-se que uma boa parte da publicação em ciência no Brasil tem valor duvidoso, o que já torna frágil o indicador de quantidade da produção científica. Outro ponto que me chamou a atenção é a pouca consideração com a qualidade do ensino, a qual dependeu de entrevistas com pesquisadores acadêmicos e com executivos de empresas. Por que não foi usada a nota do ENADE, um indicador criado pelo MEC/INEP, muito mais objetivo para o item qualidade de ensino? A explicação principal é de que a USP não participa do ENADE, uma distorção no ranking a ser contornada para o futuro.

O RUF classificou as 191 universidades brasileiras, conforme os pontos somados nos quatro indicadores. Não foi surpresa ver a USP em primeiro lugar, com 98,78 pontos, bem como foi natural saber que seis federais estão entre as 10 melhores. Mesmo ficando em 4º lugar no Nordeste, a nossa UFRN ficou bem situada na 21ª posição na lista geral, com 62,80 pontos. Enfim, o Ranking Universitário Folha é o primeiro passo para uma análise mais correta das atuais condições da universidade brasileira. Se bem não seja completo – e nenhum ranking é nem será completo – trata-se de bom começo. Embora se saiba da avalanche de críticas, umas justas e outras injustas, espera-se que seja mais um impulso e um despertar para o crescimento qualitativo do ensino superior brasileiro.

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