Eis a questão - Centro Universitário do Rio Grande do Norte - UNI-RN
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Eis a questão
13.06.2013

Os conselhos sobre vida saudável oscilam bastante ao longo do tempo, e, em alguns casos, variam como um pêndulo, vão de um a outro extremo. Isso é natural, pois a medicina e outras profissões que cuidam da saúde não são ciências exatas, e as pesquisas por vezes erram ou sofrem a ação de fatores escusos. O que se pensava ser o melhor para a saúde das pessoas, de repente passa a ser o oposto, ou então perde o valor. Essas variações também ocorrem pela própria evolução dos conceitos médicos e das terapêuticas usadas. A história da medicina é cheia desses exemplos, como o penoso caso do grande artista francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901). Ele sofria de fraqueza óssea e foi vítima de fratura em ambos os fêmures ainda criança, quando recebeu a terrível sentença médica: suas pernas jamais crescerão. O resultado foi um tronco de adulto normal sustentado por pernas curtas e disformes. Media 1,52m e morreu aos 36 anos sob total vício do álcool. Um caso desses, poucos anos depois, teria recebido correto tratamento, com êxito e sem os pesares sofridos pelo artista do Moulin Rouge.

Uma questão ainda sem consenso é o uso de bebidas ditas isotônicas, durante o exercício físico. Fala-se que algumas pesquisas foram encomendadas pelos fabricantes de marcas famosas desses produtos. Diante dessas críticas, surgiu a dúvida: é correto tomar bebidas isotônicas durante a prática de exercício físico? No ano passado, a revista científica British Medical Journal publicou artigos sobre o assunto, com uma conclusão: a “ciência da hidratação” é criação da indústria. Os fabricantes do Gatorade e do Powerade reagiram, na ânsia de provarem a lisura das pesquisas. Depois de muita querela entre os próprios profissionais da área da saúde que lidam com a questão, persistem incertezas. A tendência atual é aprovar a ingestão das bebidas esportivas somente quando os exercícios são intensos e com grande sudorese.

Tão presente nas refeições, o ovo é herói ou vilão? Lembro-me de um amigo que se gabava por comer até cinco ovos por dia. Ele era um típico glutão e morreu cedo, parece mesmo que queria comer pelo tempo de vida que não teria. E o chocolate faz bem ou mal? O café é uma boa ou má bebida? Qual o volume máximo, quem não deve tomar e quando evitar, quais as vantagens e desvantagens, são algumas das questões quanto a essa bebida. Em face de tantas dúvidas, o melhor é seguir as prescrições profissionais, além de proscrever os excessos, em prol do bom senso. Não obstante, nesses e em outros casos, comer ou não comer, beber ou não beber, eis as questões.

Mais uma recente dúvida permeia o meio médico-social, quanto a melhor fonte para suprir de vitamina D os seres humanos. É certeza que a falta dessa vitamina causa raquitismo nas crianças, e, nos adultos, pode causar osteoporose e fraturas ósseas, além de aumentar a incidência de diversos cânceres, diabetes, doenças cárdio-vasculares e digestivas, esclerose múltipla, fraqueza muscular e depressão. São três as fontes de vitamina D: exposição à luz solar, dieta e suplementos vitamínicos. Os alimentos não possuem teor de vitamina D capaz de suprir as necessidades do organismo. Aí surge o dilema: expor o corpo ao sol ou tomar suplementos. Sabe-se dos males causados pela ação dos raios solares sobre a pele, desde o envelhecimento até a eclosão de cânceres, inclusive o temido melanoma. Mais uma vez a tendência segue o “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, ou seja, o equilíbrio. Dermatologistas sugerem uma média de 15 minutos de banho de sol, expondo somente braços e pernas, antes das 10 horas da manhã, 3 vezes por semana. Se a medida não for suficiente, então recorre-se aos suplementos. Cabe a pergunta: até quando será essa a melhor opção? Apesar do aval de alguns médicos, para adultos e em especial para idosos, ainda fica a suspeita: tomar ou não tomar banho de sol, eis a questão.

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