Amigos do Parque - Centro Universitário do Rio Grande do Norte - UNI-RN
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Amigos do Parque

No dia 05 passado, tive a alegria de receber o Certificado Amigo do Parque, concedido pelo Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, dentro das celebrações do dia mundial do meio ambiente deste ano. Foram momentos de pleno regozijo interior, de emoção, de paz, de encontros humanos afetivos de pessoas unidas pelas mesmas reflexões em prol do bem-querer à natureza. Esse Parque envaidece a cidade, tornando-a mais bela, mais saudável e mais próxima das urbes que, por seu governo e por seu povo, abraçam a causa da mãe natureza. É preciso frequentar o Parque para se entender a grandiosidade do espaço e do trabalho que lá se realiza. Além da preservação da biodiversidade contida em 136 hectares de mata, dentro de área central da cidade, encanta-me, sobretudo, o programa de educação ambiental que o Parque oferece, de forma contínua, ampla e eficaz, com ênfase às crianças que o visitam.

Naquela manhã de 05/06/17, foi inaugurado o centro de produção de mudas de árvores nativas do Parque da Cidade de Natal. Milhares de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica serão produzidas, plantadas e cuidadas nos diversos locais urbanos de Natal.

Minutos depois, com o auditório lotado, o Prefeito Carlos Eduardo, mentor da ideia e da implantação do Parque, fez um relato da sua luta obstinada para a concretização desse sonho. Ao falar, em meu nome e em nome dos outros cinco agraciados, sugeri que uma versão daquele relato do Prefeito constasse em algum documento histórico da cidade de Natal. Afirmei também que o Parque da Cidade é um total sucesso, e não podia ser diferente, por ter nascido de um puro ideal, por ser uma obra arquitetônica do gênio Oscar Niemeyer e ser administrado com o amor, a competência e o idealismo de Carlos da Hora e sua equipe, além de ter como patrono um sábio e um dos santos de Natal: Dom Nivaldo Monte. Quem conheceu o querido sacerdote sabe das suas prédicas de amor à mãe terra, como se fora um prólogo à Encíclica Laudato si, do Papa Francisco.

Na ocasião, também falei da revolta nas celebrações do dia mundial do meio ambiente deste ano, em todo o planeta, por causa da recente decisão do presidente Donald Trump de retirar os Estados Unidos – 2º lugar entre os países que mais poluem a terra – do Acordo de Paris, assinado em 2015, na capital da França. Nesse Acordo, 194 países se comprometeram a reduzir em 26% a emissão de gases do efeito estufa, até 2025, com base no ano de 2005. Além disso, os países mais ricos teriam cotas financeiras para a formação do Fundo Verde do Clima, a fim de ajudar as nações mais pobres a cumprirem suas metas no Acordo. O Brasil – um dos países com maior ativo ambiental do mundo – assumiu a sua parte, bem como os Estados Unidos, com a total adesão do presidente Barack Obama. Contudo, no dia 1º de junho de 2017, veio o retrocesso: os Estados Unidos, por meio de um presidente desvairado, resolveram voltar pela contramão e bater de frente com os melhores anseios globais de salvarem o clima do planeta e fazerem as salvaguardas para as futuras gerações. Essa insana decisão gerou protestos ao redor do mundo, inclusive no próprio país. Mas a frase que mais me agradou entre os protestos sobre a saída dos E. Unidos do Acordo de Paris foi a manchete do jornal Der Spiegel, de Berlim: “O triunfo da estupidez de Donald Trump.” 

Daladier Pessoa Cunha Lima

Reitor do UNI-RN

 

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