Em cenários de guerra e deslocamento forçado, cruzar fronteiras não garante, necessariamente, o fim do sofrimento para refugiados. Medo, xenofobia e traumas psicológicos seguem presentes na vida de quem tenta recomeçar em outro país.
Com foco nessa realidade, o Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) promove a mesa redonda Fugir Não Basta: O Custo Invisível da Sobrevivência, dentro do Projeto Humana, propondo uma reflexão crítica sobre os limites da ideia de sobrevivência.
A mesa redonda será realizada na próxima terça-feira, dia 28 de abril, às 18 horas, no Auditório A – Terra 4, localizado no campus. A participação é aberta ao público, com taxa de inscrição de R$ 15. O evento convida estudantes e interessados a discutir os impactos humanos e sociais da migração forçada, especialmente no campo da saúde mental.

Saúde mental e direitos em foco
A discussão aborda efeitos como isolamento social, preconceito e danos emocionais vividos por refugiados, reunindo contribuições das áreas de Direito, Psicologia e Direitos Humanos.
A palestra será conduzida pela psicóloga clínica Fernanda Schynnaider, que atua na Central Integrada de Alternativas Penais do Rio Grande do Norte (CIAP), e é perita do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN). A especialista trará reflexões sobre os desafios psicológicos enfrentados por quem precisa reconstruir a vida fora do país de origem.